Retrospectiva Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016

Enem com três aplicações marca o ano das avaliações da Educação Básica

O  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 ficou marcado por novidades na segurança, como a coleta de dado biométrico e o uso de detectores de metal em todos os banheiros, mas também por uma aplicação extra. Este ano, em função das ocupações de escolas e Instituições de Ensino Superior (IES) ocorridas em final de outubro e início de novembro, foram necessárias três aplicações do Enem, e não duas como de costume.

A primeira, em 5 e 6 de novembro, teve a participação de 5.848.619 dos 8.356.215 inscritos habilitados a fazer a prova neste fim de semana, o que representava mais de 97% dos inscritos. Os demais tiveram as provas adiadas para 3 e 4 de dezembro. A segunda aplicação do Enem 2016 representou um gasto extra de R$ 10,5 milhões. No total, 273.524 inscritos tiveram o direito de participar das provas neste final de semana em decorrência das ocupações em locais de prova durante a primeira aplicação. Houve ainda 4.133 casos de estudantes convocados para participar das provas por causa de contingências ocorridas naquelas datas, como interrupção do fornecimento de energia elétrica. Se consideradas as duas aplicações, o Enem 2016 teve a participação de 6.005.607 dos 8.627.195 inscritos. Com isso, a abstenção final ficou em 30,4%.

O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) precisou ser adiado para 13 e 14 de dezembro, mas teve recorde de participantes. Em 2016, as inscrições aumentaram 42,7% em relação ao ano anterior e 53.999 pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade fizeram as provas, realizadas nas próprias unidades prisionais e socioeducativas.

Ideb – A divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 8 de setembro, foi outro destaque envolvendo as avaliações da educação básica. As metas dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º) para 2015 foi alcançada por 74,7% das redes municipais, resultado que demonstra o esforço dos municípios, que respondem por 82,5% das matrículas nesse nível de ensino na rede pública.

As metas não foram cumpridas nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º), apesar do índice ter evoluído. No Ensino Médio, a meta do Ideb não foi alcançada e o índice permaneceu estagnado desde 2011. O indicador relaciona o desempenho dos estudantes em avaliações de larga escala, obtidas pela Prova Brasil/Saeb, com dados do fluxo escolar, via Censo Escolar do Ensino Básico.

ANA – De 14 a 25 de novembro, 2.707.348 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas passaram pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) em todo o Brasil, umas das principais iniciativas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O objetivo principal foi avaliar os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa e em Matemática, e também as condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas.

A terceira edição da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) foi aplicada em 5.545 municípios, 48.860 escolas e 106.575 turmas. Por ser uma avaliação censitária e direcionada para crianças, as provas foram divididas em dois dias, sempre começando pela de Língua Portuguesa. A ANA 2016 inovou no acesso a instrumentos de inclusão por meio de ensalamento diferenciado, provas super ampliadas e em braile, além de provas traduzidas para vídeo libras, novo recurso adotado pelo Inep. As crianças tiveram, ainda, acesso a profissionais especializados, como ledores, transcritores e guia-intérprete, dependendo de sua deficiência.

Encceja Exterior – O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) Exterior foi aplicado nos meses de maio e junho, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em nove países: Japão, Estados Unidos, Portugal, Bélgica, Guiana Francesa, Espanha, Suíça, Reino Unido e França. As Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) realizaram o exame no sistema prisional do Japão e da Guiana Francesa.

Direcionado a jovens e adultos brasileiros residentes no exterior que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos em idade própria, o exame afere competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou nos processos formativos que se desenvolvem na família, no trabalho, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e, nas manifestações culturais.

Realizado anualmente, o Encceja Exterior pode certificar a conclusão do Ensino Fundamental para quem tem, no mínimo, 15 anos completos na data de realização das prova; e o Ensino Médio, para participantes com, pelo menos, 18 anos completos na data de realização das provas.

*Com informações do MEC/Inep

 

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1 Comentário em "Retrospectiva Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016"

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jose ramos alves barroso
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jose ramos alves barroso

Não fiz enem este ano posso utilizar o do ano passado para inscrição na faculdade através do SISU

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